EXAME ESPECIAL
Displasia do cotovelo
Responsável: ANA SANTANA CertPennHIP
Exame feito por médico veterinário certificado pelo PennHIP.
O que é ?
O termo displasia do cotovelo é utilizado para englobar uma série de alterações/anomalias da articulação do cotovelo. Este termo foi implementado pelo International Elbow Working Group para descrever um conjunto de condições que levam ao desenvolvimento de artrose do cotovelo independentemente da causa subjacente.
Os cães com Displasia do cotovelo sofrem de dor e claudicação devido a uma ou várias das seguintes condições:
- Não União do Processo Anconeo (UAP)
- Fragmentação do Processo Coronoide Medial da Ulna(FPCM)
- Osteocondrose do Condilo Umeral Medial (OC)
- Incongruencia articular do cotovelo (IA)
- Osteocondrite dissecante (OCD)
Estas condições afectam principalmente cães jovens (com menos de um ano) de raças grandes ou gigantes, embora também possa surgir em raças médias ou pequenas. É comum envolver ambos os cotovelos. Muito frequentemente a OA e a FPCM ocorrem em conjunto na mesma articulação. Não parece haver predisposição de sexo para a OA , mas a FPCM e a UAP ocorrem mais frequentemente em machos.
Dadas as limitações na qualidade de vida que a Displasia do Cotovelo provoca na vida dos animais é aconselhável o diagnóstico e tratamento precoce da doença de modo a atrasar a evolução da mesma, nomeadamente retardar a progressão da osteoartrite.
Como se chega ao diagnóstico ?
Os primeiros sinais clínicos, sendo o mais comum claudicação e dor, surgem normalmente entre os 4 e os 7 meses de idade, embora possam mesmo só aparecer mais tarde quando se desenvolve osteoartrite já na idade adulta. Ao exame ortopédico poderá existir edema (inchaço), crepitação, dor quando se faz flexão/extenção da articulação e atrofia muscular. Os proprietários notam mais a claudicação após exercício ou quando se levantam.
Os sinais clínicos e exame ortopédico ajudam o veterinário a desconfiar de Displasia do Cotovelo, mas são os exames de imagem - exame radiográfico e/ou TAC que permitem a confirmação do diagnóstico.
O exame radiográfico permite não só o diagnóstico de Displasia do Cotovelo, detectar e monitorizar a evolução da osteoartrite associada à doença, como também de excluir outros problemas como fracturas e luxações. Em Portugal a APMVEAC tem um programa de controlo da displasia do cotovelo (ver anexo)
O TAC poderá ser necessário para esclarecer algumas dúvidas que possam surgir no exame radiográfico, principalmente para detectar as alterações numa fase inicial da doença, sendo por isso o exame de eleição para o diagnóstico precoce da mesma.
Tratamento e prognóstico?
Dependendo de cada caso podemos optar por tratamento médico, artroscopia ou cirurgia.
O prognóstico para pacientes com Displasia do Cotovelo depende da severidade das alterações artriticas pré-existentes. Muitos dos pacientes com o tratamento apresentam melhorias clínicas significativas apesar da evolução residual da artrite. Não podemos no entanto esquecer que esta é uma doença progressiva e que dificilmente se consegue parar a evolução da osteoartrite pelo que é natural que possam apresentar periodos intermitentes de agravamento dos sintomas , que poderão no entanto ser aliviados com tratamento médico, controlo de peso, exercício moderado e controlado, dietas contendo níveis altos de ácidos gordos Omega 3