Diagnóstico precoce?
PORQUE É QUE É IMPORTANTE O MEU ANIMAL FAZER UM EXAME DE DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DISPLASIA DA ANCA?
A displasia da anca canina é uma doença osteoarticular com um nível de prevalência alta, que tem na sua origem factores genéticos e ambientais. Esta patologia causa dor e outros sinais clínicos devido à osteoartrite que se desenvolve nos animais afetados .
É do conhecimento geral que alterações artríticas subtis da anca desafiam a capacidade de deteção das mesmas nos métodos radiográficos convencionais, nomeadamente na projeção ventro dorsal do coxal em extensão e também que nem todos os cães genotipicamente predispostos para a doença expressam as características visíveis aos 2 anos de idade ou mesmo mais tarde. Assim sendo ambos os fatores atrás referidos dificultam diagnóstico preciso de displasia da anca usando apenas a projeção convencional após os 12 meses de idade dando origem a falsos negativos e permitindo que estes animais e sejam introduzidos na reprodução perpetuando a prevalência alta de displasia da anca na população.
Os vários estudos comparativos realizados em diferentes centros de investigação têm indicado o índice de Distração (ID), calculado com base na radiografia em distração, como um dos métodos que nos dá maior informação diagnóstica e genética. O valor obtido neste método, o ID, assume valores numéricos contínuos entre 0 e 1. Um ID de 0,3 tem sido o limite que separa ancas normais (valores inferiores a 0,3) e ancas que apresentam predisposição para o desenvolvimento de DA, salientando-se que existem variações neste valor referência dependendo da raça em questão.
A realização deste exame a partir das 16 semanas tem como objetivo ajudar a melhorar a qualidade de vida dos animais doentes através do maneio médico, cirúrgico e ambiental precoce.
A PARTIR DE QUE IDADE PODE O MEU CÃO FAZER ESTE EXAME?
A idade ideal para a realização deste exame é entre os 4 e os 12 meses
EM QUE CONSISTE O EXAME DE DIAGNÓSTICO RADIOGRÁFICO PRECOCE ?
É um exame radiográfico à articulação coxofemoral n sob sedação profunda. Cada animal será colocado em decúbito dorsal e radiografado em 2 posicionamentos : Na projeção convencional (Projeção Ventro Dorsal do Coxal em Extensão) e na projeção de distração.
Diagnóstico em animais com mais de 12 meses?
DIAGNÓSTICO MÉDICO
A radiografia é o método de eleição para o diagnóstico definitivo da displasia da anca. O exame radiográfico padrão foi definido na década de 60, utiliza a Projeção Ventro Dorsal do Coxal em Extensão. Este exame deve obedecer a determinados requisitos técnicos e permite avaliar a evidencia de Lassitude Articular e de Osteoartrite.
Segundo a FCI (Federation Cynologique Internationale (FCI) a interpretação e análise deste exame radiográfico permite classificar os animais avaliados, que devem ter uma idade mínima entre 12 a 24 meses, em 5 grupos (A,B,C,D e E) de acordo com o quadro em baixo.
PROGRAMA DE DESPISTE E CONTROLE DE DISPLASIA DA ANCA EM PORTUGAL - APMVEAC / CANIL CANICULTURA
No nosso país o Clube Português de Canicultura (CPC), representante da Canicultura em Portugal, estabeleceu um protocolo com a Associação Portuguesa de Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia (APMVEAC) para a implementação de um programa de controle de displasia da anca que segue as regras da FCI.
Neste programa o sistema de pontuação ou atribuição de grau baseia-se na combinação da avaliação subjetiva realizada por um painel de médicos veterinários especialistas e na medição objetiva do ângulo de Norberg com base num exame radiográfico na Projeção Ventro Dorsal do Coxal em Extensão. O resultado é a atribuição de um grau de A a E, sendo A e B animais não displásicos e C, D e E displásicos , com um grau de severidade crescente. A idade mínima para inclusão no programa é 12 meses para a maioria das raças e 18 meses para raças gigantes.
Para que este esquema de controlo possa ter algum sucesso e benefício, para os criadores e proprietários de cães, é necessário que as regras impostas pelo regulamento sejam escrupolosamente seguidas.
- Os animais a testar deverão ser submetidos a anestesia geral para poderem ser radiografados.
- Qualquer proprietário de um animal registado no Livro de Origens Português ou com Registo Inicial poderá participar neste esquema de despiste e controlo da displasia da anca.
- A idade mínima para se poder testar os animais é de 1 ano de idade para raças pequenas, médias e grandes e 18 meses para as raças gigantes.
- O proprietário deverá assinar um termo em que autoriza a realização da anestesia geral e o armazenamento e utilização dos resultados do exame radiográfico com fins científicos por parte da APMVEAC.
- O Médico Veterinário que realiza o exame radiográfico será o único interlocutor com a APMVEAC. Qualquer recurso dos resultados será interposto através do Médico Veterinário atrás referido.
- A comissão de leitura será formada por três Médicos Veterinários que se reunirá na sede da APMVEAC em Lisboa.
- O resultado da avaliação do exame radiográfico será dado a conhecer ao Médico Veterinário responsável pelo exame radiográfico, o qual informará o proprietário do animal.
- A comissão de leitura dará a conhecer o resultado até um prazo máximo de 1,5 meses após recepção do exame na sede da APMVEAC.

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